Ep. 12 — IA TALKS #12 | Prof. Dr. Allan Pscheidt: Inteligência Artificial na Sala de Aula e a Cultura Maker
Neste IA Talks, recebemos Allan Carlos Pscheidt, biólogo, professor e autor do livro "Inteligência Artificial na Sala de Aula". Allan é uma daquelas mentes inquietas que transita entre a biologia e a tecnologia com maestria. Neste papo, ele desmistifica o medo de que a IA vai "roubar o lugar do professor" e apresenta o conceito de Cultura Maker: colocar a mão na massa para transformar o aprendizado passivo em uma experiência criativa e inesquecível. 📲 Fale com a host: Instagram: https://www.instagram.com/carolinadaluz/ 📲 IA TALKS no Instagram: https://www.instagram.com/iatalkspodcast/ 📲 Conecte-se com Allan Carlos Pscheidt LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/allanpscheidt/ Livro: "Inteligência Artificial na Sala de Aula" (Editora Matrix) 04:08 - De menino curioso à robótica na adolescência 17:13 - O que é a Cultura Maker e o fim da educação "bege" 34:02 - Colocando o aluno no centro: A prática Maker 40:51 - IA na Sala de Aula 01:13:40 - Celular na escola e o gerenciamento de telas para crianças 01:27:29 - O diagnóstico de Autismo e a neurodivergência como potência
Resumo
O episódio recebe o Prof. Dr. Allan Pscheidt em uma conversa ampla sobre Inteligência Artificial na educação e como resgatar a criatividade — da infância ao ensino superior — por meio da cultura maker. Carolina da Luz apresenta o convidado como autor do livro “Inteligência Artificial na sala de aula”, que ganhou alcance internacional, e conduz o papo com foco em prática, limites e responsabilidade. Allan conecta sua trajetória pessoal (curiosidade desde criança, educação pública, origem humilde) com escolhas acadêmicas e profissionais que misturam computação, biologia e docência. O tom é de “aula” mesmo: menos buzzword e mais método, exemplos e crítica ao uso acrítico de tecnologia. Allan conta que começou ainda adolescente programando robôs em C++ em uma ONG, virou instrutor e teve conta
Destaques
- IA na educação não deve ser uma disciplina isolada; o uso mais eficaz é transversal e guiado por objetivos pedagógicos claros, evitando a adoção por modismo.
- Cultura maker vai além de metodologias ativas tradicionais: o aluno constrói um produto final, aprende pelo fazer, pela iteração e pelo erro, o que aprofunda compreensão e engajamento.
- O maior risco do ChatGPT em sala não é a ferramenta em si, mas o uso sem curadoria: quando o aluno gera conteúdo sozinho, pode absorver alucinações, vieses e até orientações problemáticas.
- A IA “quer ser útil” e pode responder com alta confiança mesmo quando está errada; ensinar verificação, comparação de fontes e pensamento crítico é parte do currículo.
- Ferramentas de contexto fechado (ex.: NotebookLM) ajudam professores a sintetizar materiais e criar planos com base em fontes fornecidas, reduzindo invenções e melhorando rastreabilidade.
- Restringir celular na escola pode ser positivo para foco e desenvolvimento, mas precisa de debate e comunicação com famílias; tecnologia deve aparecer em sessões e com propósito, não como distração permanente.
- Professores ganham eficiência ao usar IA para ‘montar a roda’ (ideias, roteiros, materiais), mas a qualidade final depende da expertise humana para revisar, contextualizar e conectar ao cotidiano do aluno.
Tópicos: Cultura maker e aprendizagem mão na massa, IA generativa na sala de aula (ChatGPT, Gemini, Claude) e alucinações, Curadoria, checagem de fontes e pensamento crítico, Planejamento de aula e uso de ferramentas como NotebookLM, Telas na infância e restrição de celular na escola, Saúde mental, vieses e riscos do uso não supervisionado
Citações
- “Eu sou a Carolina da Luz e esse é o IATKs, o podcast onde a inteligência artificial desce do palco e senta ao seu lado.” — Carolina da Luz
- “A IA acabou de alucinar ao vivo e a cores.” — Allan Carlos Pscheidt
- “a embora a gente chame ela de inteligência, não é inteligente.” — Allan Carlos Pscheidt
- “pior do que o viés da Iá, é o nosso viés enquanto usuário, é a minha visão limitada do mundo, porque eu conheço que os meus olhos e ouvidos me permitem conhecer.” — Allan Carlos Pscheidt