Ep. 16 — IA TALKS #16 | Eduardo Salvalaggio: de Stanford à IA que Transforma a Publicidade
Neste episódio do IA TALKS, recebemos Eduardo Salvalaggio, AI Lead do Grupo B&Partners e criador do primeiro departamento de IA Generativa em uma agência de publicidade no Brasil. Publicitário formado por Stanford, MIT e Boston University, com 30 anos de tecnologia e mais de 130 formações no currículo. Eduardo revela como a Amazon previa compras 15 dias antes do clique, como transformou 20 fotos em 800 com IA Generativa em uma semana e por que o alarmismo sobre o fim dos empregos não se sustenta. Tudo com a visão de quem viveu cada onda tecnológica desde o Photoshop nos anos 90. A mensagem central: IA sem repertório é só barulho. E o Brasil precisa parar de buscar atalho e voltar a investir em conhecimento real. 📲 Me siga no Instagram: https://www.instagram.com/carolinadaluz/ 🎙️ Siga o podcast: https://www.instagram.com/iatalkspodcast/ 📲 Siga o Eduardo Salvalaggio: https://www.instagram.com/eduardo.salvalaggio/ 💼 LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/eduardo-salvalaggio/ 00:00 – Início 02:50 – De filho do Photoshop a AI Lead 05:06 – E-commerce e IA antes do ChatGPT 11:24 – PlayStation em 30 min: IA preditiva da Amazon 20:39 – Stanford, MIT e 130 formações 27:32 – Brasil: atalhos vs. conhecimento real 32:05 – Tecnologia Criativa: o conceito 35:35 – O 1º departamento de IA Generativa do Brasil 38:45 – De 20 para 800 imagens com IA 48:29 – Empregos e IA: o alarmismo não para em pé 56:19 – Projeto Olívia: IA para jovens 01:05:35 – Vibe Coding: o que funciona e o que não funciona 01:13:31 – Dica de ouro: Gemini 2.5 Pro para produtividade #InteligenciaArtificial #IATalks #IAGenerativa #Publicidade #Ecommerce #VibeCoding #Stanford #Inovação
Resumo
Neste episódio do IA Talks (Fintech Makers), Carolina da Luz conversa com Eduardo Salvaládio, AI Lead em um grande grupo de comunicação, sobre como a inteligência artificial — especialmente a IA generativa — está mudando a publicidade de forma prática, além do hype. Eduardo conta uma trajetória que começa na tecnologia e na computação gráfica nos anos 90, quando entrou em uma gráfica por saber Photoshop e acabou migrando para editorial, jornal, agência e, depois, internet e e-commerce. A conversa reforça que, para ele, a IA não surgiu “do nada” em 2022: ela já fazia parte do cotidiano do e-commerce há mais de uma década, e a generativa foi a “síntese” de tudo que ele vinha construindo. Eduardo detalha por que o e-commerce foi um dos primeiros setores a adotar IA em escala, citando Amazon
Destaques
- IA no e-commerce precede a onda generativa: recomendação, busca semântica, visão computacional, precificação dinâmica e logística já usavam modelos há mais de 10 anos, com Amazon como principal referência.
- Personalização é uma vantagem competitiva estrutural: a experiência passa de genérica para individual, e até preço pode variar conforme contexto e perfil, impulsionando conversão com testes A/B e microganhos percentuais.
- IA generativa viabiliza produção criativa antes economicamente impossível: em publicidade, bancos de imagem e peças podem ser escalados com equipes menores e prazos muito mais curtos, destravando novas “fatias” de conta.
- O diferencial sustentável não é a ferramenta, é o repertório: profissionais de cinema/publicidade/direito com base forte usam IA para multiplicar resultado; quem só faz “vídeo meme” sem fundamentos tende a ser expulso quando o mercado amadurece.
- Alarmismo sobre empregos é recorrente em toda revolução tecnológica: funções somem e outras surgem, mas o mercado pode crescer; a demanda por bons profissionais tende a aumentar porque a média não gera engajamento.
- Brasil tende a ser consumidor de IA generativa, não produtor de modelos de ponta: a oportunidade local está em extrair valor, criar fluxos, elevar produtividade e formar profissionais com base sólida.
- Educação deveria priorizar fundamentos (lógica, programação, empreendedorismo, oratória, projetos práticos) e usar IA como catalisador; o projeto “Olívia” propõe ensino de IA para jovens de 13 a 17 anos.
Tópicos: IA no e-commerce (recomendação, busca, personalização e precificação), Logística preditiva e modelos em escala (Amazon/Alibaba), IA generativa na publicidade e criação de bancos de imagem, Educação, repertório e formação de base vs. hype/atalhos, Vibe coding, prototipação e limites para produção, Produtividade com IA (Gemini 2.5 Pro e frameworks)
Citações
- “A ferramenta jamais substitui o repertório.” — Carolina da Luz
- “Eu costumo falar que eu sou um filho eh do Photoshop, né?” — Eduardo Salvaládio
- “Não se fala aqui no Brasil sobre plataformas digitais como modelo de negócio e sete das 10 maiores empresas do mundo são baseadas nesse modelo de negócio.” — Eduardo Salvaládio
- “A gente tá tá fazendo muita coisa, custa muito dinheiro. A gente tá falando aí na casa de 200.000, 500.000, 1 milhão, 2 milhões, 3 milhões. O céu é o limite, tá?” — Eduardo Salvaládio
- “Eu sempre vou vou vou vou bater na mesma tecla, né? Eh, se você tem uma skill de processos atrás, eh, você vai, eh, usar vibe coding de uma forma eh muito melhor.” — Eduardo Salvaládio