Ep. 9 — IA TALKS #9 | Thiago Rolemberg: Computação Afetiva, Redes Neurais e o Futuro das Empresas no Brasil
Neste IA Talks, recebemos Thiago Rolemberg, Ph.D. em Inteligência Artificial, professor e especialista em Computação Afetiva. Thiago, um verdadeiro alquimista, conecta dados, neurociência e comportamento humano para a pergunta que não quer calar: as máquinas podem sentir? Ele nos faz olhar para a IA não só como tecnologia, mas como um espelho de nós mesmos. Exploramos o impacto da IA nas escolhas diárias, na educação das crianças, no futuro do trabalho e até na previdência social na era dos humanoides. Thiago tem a rara habilidade de traduzir o complexo em algo real e provocador para o nosso dia a dia. Se você quer entender a IA pelas lentes da emoção e do comportamento humano, este episódio é para você! Prepare-se para entender porque aprender sobre IA é imprescindível para líderes, pais, professores e jovens profissionais. 03:21 - Infância, memória e comportamento 13:19 - Computação afetiva e a relação humano-máquina 22:05 - Desafios da IA na educação e formação cognitiva das crianças 43:32 - Hiperpersonalização e qualidade de dados para empresas 01:08:50 - Crise da criatividade, roteiristas e IA no mercado de trabalho 01:31:06 - Conselhos para PMEs: dados, inovação e futuro dos negócios 📲 Me siga no Instagram: https://www.instagram.com/carolinadaluz 🎙️ Siga o podcast: https://www.instagram.com/iatalkspodcast 📲 Siga Thiago Rolemberg no LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/thiagorolemberg
Resumo
No IA Talks #9, Carolina da Luz conversa com Thiago Rolemberg, PhD em IA e pesquisador de computação afetiva, para discutir o que acontece quando tentamos colocar emoções, sentimentos e “humanidade” dentro de sistemas computacionais. O episódio parte de uma provocação sobre escolha e autonomia em tempos de algoritmo, e rapidamente entra no coração do tema: máquinas podem sentir ou apenas imitar? Thiago defende que, hoje, a IA replica padrões emocionais humanos (especialmente em conversas), mas isso não equivale a sentir de fato. A conversa é conduzida com exemplos cotidianos e casos reais de vínculo emocional com chatbots, conectando tecnologia a comportamento humano de forma bem pragmática. Um dos pontos mais marcantes é o impacto social e econômico da automação, indo além do “hype” e tr
Destaques
- Computação afetiva busca trazer emoções e sentimentos para o estudo e desenho de sistemas computacionais, mas a IA atual tende a imitar padrões humanos em vez de sentir de fato.
- A automação com IA e humanoides pode gerar impactos macro (desemprego, arrecadação e previdência), levando alguns países a debater renda básica e novos modelos de proteção social.
- IA não é “hype”: é uma mudança estrutural comparável à internet, e a velocidade de adoção depende tanto de custo (hardware/humanoides) quanto de estratégia nacional e empresarial.
- Na educação, IA pode elevar desempenho via hiperpersonalização, mas exige dosagem de tela e preservação de habilidades humanas (tato, sociabilidade e desenvolvimento cognitivo por fases).
- A corrida por agentes de IA esbarra em limites reais: delegar decisão à máquina, ausência de processos mapeados e necessidade de padronização antes da automação.
- Qualidade de dados é o principal gargalo prático: registros errados (telefone, endereço, cadastros) viram desperdício financeiro e degradam qualquer modelo ou automação baseada em IA.
- Comparar IA com inteligência humana é pouco produtivo; uma leitura mais útil é tratá-la como “outro tipo de inteligência”, com forças e limites próprios, evitando arrogância antropocêntrica.
Tópicos: Computação afetiva e emoções em IA, Humanoides, futuro do trabalho e previdência/renda básica, Agentes de IA, automação e riscos de delegar decisão, Qualidade e governança de dados nas empresas, IA na educação, desenvolvimento cognitivo e hiperpersonalização, Geopolítica da IA (China, EUA e estratégia nacional)
Citações
- “Hoje a inteligência artificial é um papagaio das suas emoções.” — Thiago Rolenberg
- “A internet não tem rback. A Ia não tem rback.” — Thiago Rolenberg
- “o dado ele é tão importante paraa inteligência artificial como o oxigênio é pro ser humano. Se você tirar o oxigênio, o ser humano morre. Se você tirar o dado, não tem inteligência artificial.” — Thiago Rolenberg
- “Eu acho que daqui a pouco o livro papel vai ser um objeto de desejo.” — Carolina da Luz